Ex-PM é condenado pelo assassinato de boxeador em Osório 

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Promotores de Justiça e assistente de acusação ouvem depoimento de testemunha durante o júri popular. Foto: TJRS

O ex-policial militar Alexandre Camargo Abe foi condenado na madrugada desta sexta-feira (27) a 22 anos de reclusão em regime inicialmente fechado pelo assassinato do boxeador Tairone Luis Silveira da Silva em Osório. A condenação foi por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

O julgametno foi realizado na 1ª Vara do Júri de Porto Alegre e durou mais de 15 horas. A juíza Taís Culau de Barros leu a sentença por volta da 1h. O crime ocorreu em 11 de março de 2011.  A vítima tinha 17 anos e era uma promessa do boxe brasileiro. Apesar da condenação, Alexandre Camargo Abe poderá recorrer em liberdade.

O promotor de Justiça, Fernando Andrade, informou ao Litoral na Rede que o Ministério Público deve ingressar com recurso. “Nós estamos operacionalizando um recurso, um pedido de reconsideração dessa decisão, para que ele comece a cumprir a pena o quanto antes”, salientou.

Abe foi preso preventivamente logo após o assassinato, mas teve deferida sua liberdade em julgamento de Habeas Corpus pelo Tribunal de Justiça, por excesso de prazo na formação da culpa quase dois anos depois, em janeiro de 2013. Ele foi preso novamente durante o plenário que se iniciou em Osório, no dia 02 de abril, mas obteve o direito de responder em liberdade um mês depois, em novo Habeas Corpus.

O crime

Tairone foi fotografado uma semana antes de ser assassinado. Foto: Tiago Trespach/ Especial Litoral na Rede – Reprodução proibida

Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público e recebida em 29 de março de 2011, no dia 11 daquele mesmo mês, pouco antes das 13h, na Rua Farrapos, no bairro Sulbrasileiro, Tairone Luis Silveira da Silva passava em frente à residência de Alexandre Camargo Abe (à época, soldado com atuação no Comando Regional da Brigada Militar).

Taiorone teria sido chamado pelo denunciado, porém continuou andando no meio da rua, sem responder. Então, Abe passou a acompanhá-lo, na mesma direção e pela calçada, e sacou da cintura uma pistola Taurus, calibre .40.

O boxeador foi atingido por dois disparos. Um dos tiros acertou o quadril, enquanto que outro, à queima-roupa, atingiu a região do ombro esquerdo. Esse projétil perfurou o pulmão esquerdo, o coração e o fígado, e se alojou na cavidade pleural, o que causou a morte do boxeador.

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