
Uma mulher viveu momentos de constrangimento e sofrimento no ambiente de trabalho após sofrer reiteradas investidas do próprio patrão. A situação desagradável fez com que ela pedisse demissão. O homem é proprietário de uma empresa no município de Alegrete, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.
Ele fazia elogios frequentes à beleza da funcionária e mantinha contato físico constante, tocando suas mãos e braços sem consentimento. Em uma das situações mais graves, a vítima foi agarrada pela cintura enquanto realizava uma atividade profissional.
Justiça
O patrão foi condenado, nesta semana, a cinco anos de detenção pelo crime de assédio sexual praticado contra a funcionária. Cabe recurso. A decisão é do juiz Rafael Echevarria Borba, da Vara Criminal da Comarca da Fronteira Oeste.
Conforme o Tribunal de Justiça (TJRS), o regime inicial de cumprimento da pena é o semiaberto. A sentença também obriga o pagamento pelo acusado de valor mínimo a título de reparação por dano moral, fixado em 15 salários-mínimos.
A ação criminal foi proposta pelo Ministério Público, denunciando que os fatos ocorreram em sucessão durante alguns dias de novembro de 2024, caracterizados por comentários e investidas de duplo sentido do réu.










