
Um elefante-marinho encarou a multidão na beira da praia de Tramandaí, avançou pela orla e chegou até a Avenida Beira-Mar, antes de retornar ao oceano. Depois de dois dias e algumas tentativas de encontrar um local para descanso na praia lotada, ele voltou para o mar no fim da manhã desta quarta-feira (31).
O visitante apareceu pela primeira vez na faixa de areia na tarde dessa terça-feira (30). Durante a madrugada desta quarta-feira (31), avançou pelas dunas e chegou ao asfalto em busca de um lugar para descansar em meio à grande movimentação de final de ano na cidade do Litoral Norte.
Policiais da Patrulha Ambiental (Patram) da Brigada Militar (BM) isolaram a calçada onde o mamífero marinho parou, na esquina com a Avenida Ubatuba de Farias, no bairro Barra. Sem sombra e com sol e calor mais intensos, o elefante-marinho desistiu de permanecer no local.
Para atravessar a avenida — o que, por coincidência, ocorreu em uma faixa de pedestres — o animal foi acompanhado pela equipe da Patram. Os policiais também orientaram as pessoas a se afastarem e abrirem caminho na praia para a passagem do elefante-marinho até o mar.
Foram cerca de 20 minutos de deslocamento, acompanhados por Matheus Peixoto, que registrou o momento com um drone e cedeu as imagens ao portal Litoral na Rede. Assista:
Animal pode voltar à praia
O médico veterinário Derek Blaese de Amorim, do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar/UFRGS), acompanhou o animal antes do retorno ao mar. Ele aponta que o elefante-marinho poderá sair novamente para a orla.
“Ele está em ótima condição corporal e parou aqui para fazer a troca de pelagem anual, que dura em média quatro semanas. Durante esse período, ele vai fazer movimentos de entrada e saída da água, vai ficar um tempo na areia fazendo alguns buracos e jogando areia sobre o corpo”, explicou o especialista em animais marinhos.
O animal é da espécie elefante-marinho-do-sul, que possui colônias reprodutivas na Argentina e migra para o litoral brasileiro, sendo visto em praias das regiões Sul e Sudeste. A orientação é não se aproximar em caso de avistar um desses animais e fazer registros apenas à distância.
“As pessoas devem se manter afastadas, no mínimo, a 10 metros de distância, não importunar o animal, não jogar pedras, não tentar alimentá-lo e não permitir que animais domésticos se aproximem. Ele não é agressivo, mas, se se sentir ameaçado, como todo animal silvestre, pode tentar se defender”, alertou Derek.










