
O cenário é de abandonado, túmulos estão encobertos pelo mato e cercados por lixo. Sepultaras foram violadas e, em alguns locais, é possível ver caixões e restos mortais. A situação do Cemitério das Pintagueiras, em Cidreira, levou familiares dos mortos a apresentarem uma denúncia, nessa quarta-feira (28), ao Ministério Público em Tramandaí.
O local, que pertence a Prefeitura de Cidreira, foi cedido a Prefeitura de Balneário Pinhal, município que não conta com cemitério. A monitora de escola, Naira Gasttino da Silva, tem vários parentes sepultados no local e costuma ir ao cemitério pelo menos uma vez por mês. Ela conta que nunca viu o espaço tão abandonado. “Não tem zelador há mais de um ano, nós mesmos estamos nos organizando e tentando limpar. Animais foram enterrados e agora estão construindo túmulos do lado de fora do cemitério”, disse ela ao Litoral na Rede.
O autônomo José Elói da Silva disse que já reclamou sobre o descaso em relação ao cemitério para as prefeituras de Cidreira e Balneário Pinhal. Como não teve retorno, preparou um relatório sobre o descaso com o cemitério e apresentou ao Ministério Público de Tramandaí. Entre os problemas apontados está a construção de novas sepulturas na parte externa do cemitério.

A Prefeitura de Cidreira informou que a responsabilidade pela manutenção é do município vizinho. O secretário de Assistência Social, Cidadania e Habitação de Balneário Pinhal, Reni da Silva, informou ao Litoral na Rede que está ciente dos problemas e que registrou uma ocorrência policial devido a violação de túmulos e atos de vandalismo no cemitério na localidade de Pitangueiras.
Segundo o secretário, a intenção é fazer, em breve, um mutirão com vários órgãos do município e promover a limpeza e recuperação do local. “A nossa ideia é juntar todo mundo e dar uma geral no cemitério”, salientou. Reni da Silva confirmou que a Prefeitura de Balneário Pinhal está ampliando o número de túmulos. No lado de fora do muro, foram construídas 18 gavetas e, conforme ele, será feito um cercamento nesta parte nova.
Esta reportagem foi elaborada através de uma denúncia enviada ao Litoral na Rede pelo Whatsaap 51-99113-0101. Você também pode mandar denúncias fotos e vídeos para o nosso portal de notícias.










