
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul promoveu, nesta sexta-feira (27), em Capão da Canoa, a primeira plenária do Fórum Democrático de Desenvolvimento Regional de 2026. O encontro reuniu autoridades e especialistas para debater os desafios e o futuro do Litoral Norte.
Entre os temas, os serviços de energia elétrica e saneamento e os projetos de instalação de dois portos no município de Arroio do Sal. O presidente do parlamento, deputado Sergio Peres, participou da plenária, assim como o deputado Luciano Silveira e os prefeitos da região.
Estavam presentes o prefeito de Capão da Canoa, Valdomiro Novaski, e o vice Renato Silveira, além dos prefeitos de Arroio do Sal, Luciano Pinto; de Cidreira, Gilberto Costa; de Maquiné, Luciano Alves; e de Morrinhos do Sul, Marcos Venicios Evaldt, que é o atual presidente da Associação dos Municípios do Litoral Norte (Amlinorte).
Inspirado em seu município, Caraá, e nas reclamações da comunidade local, o deputado Sergio Peres justificou o tema municipalismo, que escolheu para pautar seu período na presidência da Assembleia. “É onde tudo acontece”, disse, referindo-se a demandas que vão desde a saúde, educação e moradia até a infraestrutura.

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Com a mediação da jornalista Rosane de Oliveira, o debate teve a participação da superintendente de Relações Institucionais do Grupo Equatorial, Cristiana Muraro; do gerente regional de Relações Institucionais da Corsan Aegea, Luciano Brandão; do especialista em Planejamento Urbano e Georreferenciamento, Pablo Gusmão; e do presidente da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), Marcelo Spilki.
O especialista Pablo Gusmão falou sobre os instrumentos de planejamento da gestão municipal. “Muitas vezes o cumprimento desse planejamento é necessário para a obtenção de recursos federais, como o saneamento”, exemplificou.
A superintendente da Equatorial, Cristiana Muraro, afirmou que a empresa tem ciência das dificuldades e falhas energéticas. “Estamos trabalhando incessantemente para que haja uma reestruturação energética. Não estamos falando de ampliação da rede, de puxar um fio aqui ou acolá, trocar um poste. Isto não resolve o sistema — que é bastante complexo”, acrescentou.
Muraro disse que a Equatorial investiu no Litoral R$ 945 milhões para dar condições ao desenvolvimento dos municípios. “O Plano Verão reúne ações integradas de reforço na infraestrutura, modernização da rede, manutenção e planejamento operacional; investiu R$ 48 milhões somente em 2025.”
O gerente da Corsan Aegea, Luciano Brandão, sublinhou que o Litoral Norte tem particularidades e um passivo enorme de investimentos, como a profundidade do lençol freático. “Por muitos anos, o Estado só olhou a região como balneários, com uma ou outra cidade despontando. Somente agora estamos iniciando o abastecimento de água de alguns municípios.”
Ele explicou que, além do marco regulatório, a Aegea tem metas intermediárias para o final de 2028. “A empresa está preparada para cumprir integralmente as metas estabelecidas com os municípios”, assegurou. Ele admitiu, porém, problemas com mão de obra. “Estamos capacitando muita gente para trabalhar nas obras que se intensificarão daqui até 2033, data proposta pelo marco regulatório federal”, frisou.










