
O que deveria ser uma averiguação de rotina sobre bem-estar animal terminou em prisão por tráfico de drogas na tarde desta quinta-feira (09) em Capão da Canoa. Uma equipe da Patrulha Ambiental (Patram) da Brigada Militar descobriu um laboratório de cultivo de maconha enquanto atendia a uma denúncia de maus-tratos a cães no bairro Guarani.
Ao chegarem à residência indicada para verificar o suposto espancamento de dois animais, os policiais constataram que os cães estavam bem. No entanto, o forte odor característico de maconha vindo do imóvel chamou a atenção dos militares. Questionado, o proprietário admitiu ser usuário, mas a situação escalou quando ele tentou se desfazer de um ramo da planta ao abrir o local para os policiais.
O homem de 34 anos acabou confessando que mantinha um cultivo doméstico e levou os policiais até o local. Para surpresa da equipe, foram encontradas duas estufas grandes e bem equipadas. O aparato contava com recursos para garantir a produtividade das plantas, incluindo painéis de LED, motores de ventilação, termômetros e sistemas de exaustão.
No local, os policiais localizaram 15 pés de maconha em diferentes estágios e diversos fertilizantes. Apreenderam ainda mais de 90 piteiras de vidro, maçaricos, estufas completas e cadernos de controle.
De acordo com o Comando de Polícia Ambiental, o preso já possui uma ficha criminal extensa, com passagens por ameaça, estelionato, posse de entorpecentes e, inclusive, registros anteriores por crueldade contra animais e omissão na guarda de animal perigoso.
Diante do flagrante da estrutura de cultivo e dos materiais apreendidos, o homem recebeu voz de prisão. Ele foi apresentado na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Capão da Canoa, onde a autoridade policial determinou a lavratura do auto de prisão em flagrante por tráfico de drogas.










