“Decisão tomada pelo partido tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada”, diz Eduardo Leite

“Decisão tomada pelo partido tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada”, diz Eduardo Leite

PSD de Gilberto Kassab escolheu Ronaldo Caiado para disputar a Presidência da República

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Eduardo Leite, governador do RS. Foto: João Pedro Rodrigues / Secom

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, se manifestou nesta segunda-feira (30), após ser informado de que não será o candidato do Partido Social Democrático (PSD) à disputa pela Presidência da República. O presidente da sigla, Gilberto Kassab, decidiu pelo nome do governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

Leite desabafou nas redes sociais e disse que não vai discutir a decisão do partido. “Embora essa decisão desagrade a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como ainda se insiste em fazer política no nosso país, eu não vou discuti-la”, declarou.

O governador gaúcho também afirmou que: “O Brasil está cansado, muito cansado, de uma disputa que aprisiona o debate entre os extremos. E, com toda franqueza, a decisão tomada pelo partido tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país”.

Para Leite, a política é dinâmica, e jornadas como essa não se encerram com uma decisão partidária. “Essa caminhada continua na sociedade, nas ideias e naquilo que plantamos. Se não for agora, será logo adiante”, prometeu Leite.

Veja a manifestação de Eduardo Leite

“Hoje, o meu partido, o PSD, tomou uma decisão importante ao definir o seu caminho para a eleição presidencial. Embora essa decisão desagrade a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como ainda se insiste em fazer política no nosso país, eu não vou discuti-la. Mas isso não significa ausência de convicção.

Ao longo dos últimos dias, vivi algo que me marcou profundamente. Recebi manifestações de apoio de lideranças políticas, de economistas que ajudaram a construir momentos importantes do Brasil, de pessoas da sociedade civil e de cidadãos comuns. E todas essas vozes apontavam na mesma direção: existe, sim, no Brasil, um desejo forte — talvez ainda silencioso, mas muito real — por mais equilíbrio, sensatez e respeito.

Um desejo por uma política que não precisa gritar para ser ouvida, que não precisa dividir para existir, que não trate quem pensa diferente como inimigo. O Brasil está cansado, muito cansado, de uma disputa que aprisiona o debate entre os extremos. E, com toda franqueza, a decisão tomada pelo partido tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país.

Eu acredito em outro caminho. Acredito em um centro liberal democrático de verdade, não como uma posição de conveniência, mas como compromisso com a conciliação, com o diálogo e com a construção de soluções reais. Um centro que olha para o futuro, e não para os conflitos do passado. Foi isso que juntos começamos a construir.

Mesmo que não tenhamos uma candidatura formalizada, ajudamos a mostrar que existe espaço — e, mais do que isso, necessidade — de um projeto nacional sólido, responsável e equilibrado. Fico sinceramente emocionado com cada apoio que recebi.

Isso não termina aqui. A política é dinâmica, e jornadas como essa não se encerram com uma decisão partidária. Essa caminhada continua na sociedade, nas ideias e naquilo que plantamos. Se não for agora, será logo adiante.

O Brasil vai, sim, reencontrar o caminho do equilíbrio, do bom senso. Vai recolocar a política no seu devido lugar: o de servir as pessoas, e não de dividi-las. E eu sigo comprometido com isso.

Leal ao Brasil, hoje, amanhã e sempre.”

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