
A Corsan iniciou, nesta semana, a segunda fase das obras de esgotamento sanitário em Imbé, com a instalação de 57 km de redes coletoras. Além disso, a empresa prevê 4.450 esperas para conexão ao sistema em 48 vias da cidade.
Conforme a companhia, o investimento, nesta etapa, será de R$ 16,5 milhões, com previsão de atendimento para mais de 5 mil famílias. Essas novas redes se somam às já instaladas, para futuras ligações dos imóveis, nos bairros Nova Nordeste e Courhasa, com extensão de 9,3 km e investimento de R$ 4,8 milhões.
O maior valor é aplicado na construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Imbé: R$ 28 milhões. A previsão de conclusão é em dezembro deste ano. Localizada no bairro Nova Nordeste, a ETE terá capacidade para tratar até 64 litros por segundo de esgoto doméstico — o equivalente a três piscinas olímpicas por dia.
Atualmente, Imbé tem apenas 0,5% do esgoto tratado. Com essas obras, a Corsan projeta atingir 30%. “Os desafios e os investimentos para atingir os 30% de atendimento são robustos. Estamos empenhados para entregar o melhor resultado, no menor tempo possível”, afirma a coordenadora de Engenharia da Corsan, Luísa Stürmer.
Método Não Destrutivo na instalação de redes

A Corsan informou que está utilizando o Método Não Destrutivo (MND) na instalação de redes em pontos estratégicos de Imbé. A técnica permite a execução de obras com rapidez e precisão.
“Com a técnica não destrutiva conseguimos realizar as obras de maneira rápida e precisa, sem a necessidade de escavações profundas para a passagem de dutos. Desta forma, diminuímos o tempo de bloqueio de tráfego, o que promove menos interferência nas vias públicas e diminui o risco de acidentes”, explica a engenheira Luísa Stürmer.
Planejamento conjunto com a prefeitura
A Corsan destaca que mantém reuniões quinzenais com a administração municipal de Imbé para alinhar as frentes de obras, minimizar impactos e facilitar o planejamento urbano. A empresa reforça que a meta é alcançar 90% de cobertura de esgoto no município até 2033, conforme as diretrizes do Marco Legal do Saneamento.
Segundo o coordenador de Operações da Corsan em Imbé, Tiago Marques, a conscientização da população sobre a importância da conexão dos domicílios à rede de esgoto é parte fundamental desse processo.
“Para que isto aconteça é imprescindível que a população entenda os benefícios que o efluente tratado traz à saúde, ao meio ambiente e ao desenvolvimento social e econômico e, ciente dos ganhos, conecte os imóveis às tubulações que são responsáveis por transportar os resíduos para o tratamento adequado e seguro nas estações”.










