Conheça a primeira mulher a presidir o Fórum da Pesca do Litoral Norte

Conheça a primeira mulher a presidir o Fórum da Pesca do Litoral Norte

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Foto: Arquivo pessoal
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Foto: Arquivo pessoal
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Foto: Arquivo pessoal

O Fórum da Pesca do Litoral Norte, que representa o setor pesqueiro na região, pela primeira vez desde a sua criação, é comandado por uma mulher. A pescadora Salomar Silva do Canto, de 53 anos, foi escolhida para ocupar a presidência da entidade. Ela foi eleita por unanimidade, na quinta-feira (26), durante a Festa do Pescador, em Arroio do Sal.

Salomar contou ao Litoral na Rede, que se sente muito honrada e orgulhosa em representar um setor, onde a maioria é formada por homens. “É uma honra e é muito gratificante ter sido escolhida para presidir o Fórum. Queremos trazer mais mulheres para o setor pesqueiro. Daremos continuidade ao trabalho que está sendo realizado. Aproximadamente quatro mil pessoas dependem da pesca para sobreviver na região” relatou.

A presidente é integrante da Colônia dos Pescadores Z 30 de Xangri-lá e é pescadora há 18 anos, iniciou o trabalho em 2000, pescando e limpando peixes. Salomar é formada no Curso Técnico em Pesca e é instrutora da cadeira de Beneficiamento de Pescado, do curso oferecido pela Marinha do Brasil aos pescadores que querem autorização para dirigir embarcações.  “Lutamos pelos direitos dos pescadores e vamos trabalhar para conquistar nossos objetivos” salientou.

O Fórum da Pesca do Litoral Norte representa o setor junto ao Conselho Estadual da Pesca (CONGAPES). O vice-presidente eleito da entidade, Leandro Miranda, conta que a entidade foi criada em 2007, através de uma instrução normativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

Miranda repassou a função de presidente para a Salomar e relatou ao Litoral na Rede que é necessário a participação das mulheres no setor pesqueiro. “Quebramos um paradigma. Pela primeira vez, elegemos uma mulher pescadora, que agora presidirá os trabalhos no Fórum. Legitimamos o empoderamento da mulher pescadora, com o objetivo de gerar estímulo de participação das demais” comemorou.

No Rio Grande do Sul,  60 mil pessoas trabalham diretamente com a pesca, destes 17 mil possuem o Registro Geral de Pesca. Segundo Miranda, o setor pesqueiro encontra muitas dificuldades, como o de políticas voltadas para os povos tradicionais e que vá ao encontro de cada particularidade, tanto águas internas quanto águas marinhas. “Me refiro a um ordenamento de pesca e manejo, onde se precisa saber o que pega, quanto pega e quando pega” relatou.

Miranda disse ainda que é preciso preservar os estoques pesqueiros comungando com as demais categorias como amadora, profissional, subsistência, pesquisa e desportiva. “A intenção é que não haja um sobreesforço de pesca e o fator de geração de renda no que se refere ao reprocessamento e beneficiamento do Pescado” explicou.

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