Condenado motorista que se envolveu em acidente com três mortes na Ponte Giuseppe Garibaldi

Condenado motorista que se envolveu em acidente com três mortes na Ponte Giuseppe Garibaldi

Fato ocorreu em 2012; homem foi condenado a 12 anos de prisão pelo tribunal do júri

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Foto: Litoral na Rede

O motorista de uma caminhonete que se evolveu em um acidente com três mortos e cinco feridos, em março de 2012, na Ponte Giuseppe Garibaldi, entre Tramandaí e Imbé, foi condenado, nessa quinta-feira (26), a 12 anos de reclusão. O júri popular foi realizado na 1ª Vara Criminal da Comarca de Tramandaí.

Iberê Vargas Braga, que hoje tem 30 anos, tinha 21 quando houve o acidente. Ele poderá recorrer em liberdade. O réu foi considerado culpado por dois homicídios dolosos, de duas pessoas que estavam na ponte, e por um homicídio culposo, de um amigo que era passageiro do veículo.

No dia do acidente, Braga foi preso em flagrante, acusado de estar embriagado e dirigir em alta velocidade. O réu foi liberado três meses depois pela Justiça.

O acidente

No dia 17 de março de 2012, a caminhonete conduzida pelo réu colidiu com outro carro na ponte entre Tramandaí e Imbé e bateu na mureta, atingindo dois pedestres que estavam sobre a travessia. A caminhonete caiu no Rio Tramandaí.

Iberê Vargas Braga conseguiu sair do veículo. O corpo de seu amigo Edson Dullius Júnior, de 19 anos, foi encontrado quase duas semanas depois no Litoral de Santa Catarina.

As outras duas pessoas que morreram eram pai e filho que pescavam na ponte: Euclides Capellari, de 71 anos, e Gilmar Capellari, de 44 anos. O corpo de Gilmar foi localizado no dia seguinte na Lagoa do Armazém, cerca de dois quilômetros do local. Outras cinco pessoas ficaram feridas.

Acusação e defesa

O julgamento foi presidido pelo juiz Gilberto Ponto Fontoura, da 1ª Vara Criminal de Tramandaí. Na acusação atuou o promotor de Justiça André Tarouco. A defesa do réu foi feita pelo advogado Jader Marques.

O promotor André Tarouco lembra que algumas situações importantes permearam o julgamento, como o tempo decorrido entre os crimes e o júri; o autor dos crimes ser, na época, um jovem com 21 anos e agora, um adulto de 30 anos.

“Isso poderia causar nos jurados uma falsa sensação de que a situação já estivesse resolvida, mas não aconteceu. Apesar de ter sido um julgamento muito difícil, cansativo, o resultado saiu dentro do esperado pelo Ministério Público, que foi atendido nos seus pedidos. Vamos avaliar um possível recurso para aumentar a pena aplicada. É importante ressaltar o engajamento das vítimas, que estiveram no julgamento mostrando que queriam Justiça”, avaliou o promotor.

Já o advogado de defesa, Jader Marques, reafirmou a convicção na inocência de seu  cliente. Durante o júri, Marques mostrou uma simulação do acidente em 3D apresentando, diferentemente da acusação do Ministério Público, que a caminhonete dirigida por Braga teria sido fechada por outro veículo antes de atingir as vítimas.

“Foi um julgamento bastante difícil, no qual o conselho de sentença admitiu o pedido da acusação e o pedido da defesa. Isso gerou uma sentença muito complexa que será analisada em todos os seus termos para a apresentação do competente recurso pela defesa. Com a confiança muito grande na possibilidade da reforma do que foi decidido pelo Tribunal do Júri“, afirmou o criminalista.

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