Conclusão da nova ponte entre Tramandaí e Imbé está prevista para 2024

Obra ainda depende de licenciamento ambiental; governo do Estado liberou mais de R$ 34 milhões para construção da travessia

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Binário próximo a Barra do Rio Tramandaí.

“Um momento histórico”, esta foi a frase mais ouvida entre autoridades que participaram da assinatura do convênio para a construção da nova ponte sobre o Rio Tramandaí, entre as cidades de Imbé e Tramandaí. A assinatura aconteceu nesta quarta-feira (05) no Palácio Piratini, sede do governo do Estado, em Porto Alegre.

O Estado aportará R$ 34,07 milhões para a execução da obra, com contrapartida de Imbé de R$ 385 mil para o anteprojeto e R$ 2,1 milhões para o projeto e estudos ambientais. O convênio é com o município de Imbé. O prefeito Ique Vedovato disse que a obra ficará pronta em aproximadamente três anos. “Esse é um compromisso nosso, até o final do ano de 2024”, disse.

Ique também agradeceu a sensibilidade do governo do Estado em atender à antiga demanda da região e afirmou que a atual estrutura provocou horas de congestionamento no feriadão de virada do ano. “Não é a ponte pelo valor, mas sim pelo resultado dela. A produção de facilidade para as pessoas, de potencialização da economia local vai trazer oportunidade de emprego renda e dignidade para as pessoas”, disse.

O prefeito de Tramandaí, Luiz Carlos Gauto, também assinou o convênio e participou da cerimônia na Capital. “Hoje o impossível se tornou realidade. Esta ponte tão sonhada, os dois municípios clamavam pela duplicação da Ponte Giuseppe Garibaldi, que não comporta mais o fluxo de veículos principalmente na alta temporada”, afirmou.

A nova travessia

A estrutura que teve os recursos liberados pelo convênio fica próximo à Barra do Rio Tramandaí. Pelo projeto, serão duas pontes estaiada idênticas. Trata-se de um binário ligando a Avenida Nilza Costa Godoy, na altura da Rua Caxias do Sul, no Centro de Imbé, à Avenida Beira-Rio, ao entroncamento com as ruas Alfredo Elias e São Salvador, em Tramandaí.

Também está prevista a construção de duas passarelas para pedestres entre os mastros de uma ponte a outra, com o objetivo de incentivar o turismo.

Com isso, fica descartada a outra possibilidade de traçado para a ligação das duas cidades, que previa uma ponte maior passando pela Lagoa do Armazém, com custo também superior, estimado em mais de R$ 130 milhões.

A previsão é começar a obra no segundo semestre de 2022. Antes disso, no entanto, há outra fase obrigatória, de estudos de impacto ambiental. Para isso, a Prefeitura de Imbé lançou em dezembro um edital para contratação de empresa que realizará este trabalho. As propostas serão abertas no dia 13 de janeiro.

Além disso, a obra trará diversos desafios para os dois lados do Rio Tramandaí. O principal deles é escoar o trânsito já que a travessia deve provocar maior fluxo de veículos.

Do lado de Tramandaí, o prefeito Luiz Carlos Gauto solicitou que a equipe de engenharia da prefeitura inicie uma análise das vias, como a Avenidas Flores da Cunha, que atualmente tem mão dupla, na região do bairro Barra. Gauto também informou que será preciso realizar adaptações no projeto de revitalização da Praça do Botos.

A assinatura do convênio

Foto: Ivan de Andrade / PMI

A autorização do convênio foi assinada pelo governador Eduardo Leite, pelo secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella, pelo diretor-geral do Daer, Luciano Faustino, e pelos prefeitos de Imbé, Ique Vedovato, e de Tramandaí, Luiz Carlos Gauto.

Costella disse que a obra terá grande impacto para a região. “Hoje, essa obra tão sonhada começa a se tornar realidade e vai significar mais mobilidade e segurança para quem utiliza o trecho e mais desenvolvimento para o Litoral Norte”, projetou.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gabriel Souza, que é morador de Tramandaí, também participou do ato de assinatura e falou sobre a importância da nova ponte para o transporte de carga e para o turismo no litoral. “Nunca antes o Estado investiu um montante como este em uma obra para as duas cidades, Tramandaí e Imbé. O trabalho até aqui foi feito a muitas mãos e vai gerar muitos resultados. As estruturas que existem hoje são muito antigas e com limitações de carga e de tráfego”, observou.

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