Como um pinguim foi parar na Delegacia de Polícia de Tramandaí

Como um pinguim foi parar na Delegacia de Polícia de Tramandaí

Animal estava debilitado; policiais civis entregaram a ave à Patrulha Ambiental

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Animal aparentava estar debilitado e tinha lesão em uma das asas. Foto: Colaboração / Litoral na Rede

Em uma situação inusitada, um pinguim foi parar na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Tramandaí, na tarde deste domingo (06). Um jovem chegou pedindo ajuda aos policiais de plantão depois de resgatar o animal marinho na beira da praia, a mais de 10 quarteirões de onde fica a sede da Polícia Civil na cidade do Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

Segundo informações apuradas pela reportagem do portal Litoral na Rede, o rapaz chegou até a DPPA com o pinguim no colo e enrolado em alguns panos. Ele relatou aos agentes que o bicho estava engasgado com plástico, que não havia conseguido contatar órgãos ambientais e que, por isso, decidiu buscar ajuda na delegacia.

Conforme os agentes, o animal aparentava estar bastante debilitado e ter uma lesão em uma das asas. Sem recursos para auxiliar, eles acionaram a Patrulha Ambiental (Patram) da Brigada Militar. Os policiais do órgão especializado seguiram até a DPPA e recolheram o pinguim.

De acordo com a Patram, o animal foi encaminhado para o Centro de Estudos Costeiros Limnológicos e Marinhos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ceclimar/UFRGS), em Imbé, para avaliação e atendimento veterinário. Ele é da espécie pinguim-de-Magalhães, que migra para o litoral brasileiro entre o outono e o inverno.

Rapaz levou pinguim à delegacia neste domingo (06). Foto: Colaboração / Litoral na Rede

Orientações do Patram

O inverno é período de migração de pinguins e lobos-marinhos que se dispersam de suas colônias reprodutivas, situadas na Argentina e Uruguai, e se deslocam para o norte em busca de alimento. Muitos deles chegam exaustos ao litoral gaúcho, podendo vir a óbito nas praias. Outros acabam interagindo com atividades humanas – como a pesca – ou se contaminando com petróleo ou seus derivados no próprio oceano.

A Patram alerta que é importantíssimo que a população compreenda e saiba discernir quais animais precisam ser retirados do ambiente natural e quais não precisam.

Como auxiliar?

Se você encontrar um animal destes vivo é importante seguir algumas recomendações:

– Evitar contato, pois estes animais transmitem doenças (gripe aviária);

– Manter distância mínima de cinco metros e evitar aglomerações em volta do animal, pois isto causa grande estresse;

– Nunca alimentá-los;

– Jamais tentar recolocar um animal de volta ao mar, principalmente tartarugas marinhas e cetáceos (botos, baleias e golfinhos);

– Nunca tentar retirá-los da praia ou transportá-los sem avaliação de profissionais qualificados (biólogos e veterinários) em fauna marinha;

– Respeitar a rotina de vida das espécies que utilizam a praia para descanso, como é o caso dos lobos-marinhos;

– Avisar as autoridades competentes e, sempre que possível, realizar registro fotográfico para facilitar a avaliação dos biólogos e veterinários quanto a real necessidade de resgate.

Fale com a Patram

Tramandaí(51) 98608-0836

Osório(51) 98608-0659

Capão da Canoa(51) 98110-0131

Torres(51) 98608-0839

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