
Os financiamentos concedidos pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) em 2025 corresponderam à manutenção ou geração de 83.425 postos de trabalho nos estados onde atua. A estimativa segue a metodologia de matriz insumo-produto, utilizada pelo banco para medir seus impactos econômicos ao longo de um ano.
No mesmo período, a instituição contratou R$ 5,6 bilhões em crédito, gerou um impacto estimado de R$ 666 milhões em ICMS e encerrou o ano com uma carteira recorde de R$ 24,1 bilhões. O resultado operacional registrou o maior nível da série histórica, chegando a R$ 721,4 milhões, um crescimento de 52,7% sobre o ano anterior.
Os dados integram o balanço patrimonial do BRDE referente a 2025, divulgado nesta segunda-feira (30). Na avaliação do diretor de Operações do BRDE, Ranolfo Vieira Júnior, o desempenho é ainda mais significativo considerando o contexto econômico brasileiro.
“Diante de desafios que dificultam novos investimentos, como o próprio acesso ao crédito, o banco reafirmou seu papel estratégico para o desenvolvimento da região Sul e do país. Buscamos apoiar os setores mais relevantes da nossa economia e com impactos positivos para a sociedade, a começar pela geração de empregos e a sustentabilidade dos negócios”, destacou Ranolfo, que respondeu pela presidência da instituição até outubro do ano passado.

O patrimônio líquido do BRDE chegou a R$ 5,2 bilhões no fim de 2025, um avanço de 16,4% em relação ao ano anterior. Este crescimento amplia a capacidade do banco para novas operações de crédito no futuro.
Setores beneficiados
Na divisão setorial, a agropecuária liderou as contratações com o BRDE em 2025, com R$ 1,9 bilhão; seguida por comércio e serviços, com R$ 1,8 bilhão; indústria, com R$ 1,3 bilhão; e infraestrutura, com R$ 664 milhões. Considerando toda a cadeia do agronegócio — agricultura familiar, cooperativas agroindustriais e empresas do setor —, o apoio do banco chegou a R$ 2,8 bilhões no ano.
A carteira reúne 44,8 mil clientes ativos, com empreendimentos financiados em 1.211 municípios, sendo 1.136 na Região Sul — presença equivalente a 95,4% das cidades da região.
Os números revelam um banco com forte capilaridade no financiamento de menor porte. Em 2025, 75,8% das operações foram realizadas com produtores rurais (em sua maioria agricultores familiares) e 22,3% com micro e pequenas empresas.
“É através das parcerias que chegamos na ponta, onde o crédito faz toda a diferença. Apoiar as empresas de menor porte e os produtores rurais tem um reflexo direto na dinâmica econômica e social de diferentes regiões”, apontou o diretor de Planejamento do banco, Leonardo Busatto.










