
Cinco réus por envolvimento na Chacina de Cidreira foram condenados pelo Tribunal do Júri, após dois dias de julgamento no Foro de Tramandaí. As penas somadas ultrapassam 700 anos de prisão. A sentença foi proferida no fim da noite desta sexta-feira (10) pelo juiz Gilberto Pinto Fontoura, da 1ª Vara Criminal da Comarca.
Quatro dos réus foram condenados por cinco homicídios, três tentativas de homicídio, dois roubos, incêndio e destruição de cadáver. As penas estabelecidas variam de 140 a 209 anos de reclusão:
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Jéferson da Silva Veiga: pena de 209 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão;
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Cristiano Berger: pena de 209 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão;
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Pablo Silva Souza da Silva: pena de 164 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão;
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Eduardo Matteo Torres: pena de 140 anos, 9 meses e 5 dias de reclusão.
Eles já estavam presos preventivamente, não terão o benefício de recorrer em liberdade e seguirão no sistema prisional.
Um quinto condenado, que, segundo a acusação, auxiliou na logística do grupo, recebeu pena de 3 anos de reclusão por associação criminosa. Ele poderá recorrer em liberdade por já ter cumprido dois anos, o que lhe dá o direito à progressão de regime.
A chacina
O crime aconteceu no fim da tarde do dia 10 de abril de 2024, na Rua 22, no bairro Parque dos Pinus, em Cidreira. Os criminosos atiraram contra pessoas que estavam em dois imóveis próximos, onde funcionavam galpões de reciclagem. Além disso, atearam fogo em residências.

No Beco 1, onde três moradias foram destruídas pelo fogo conforme o Corpo de Bombeiros Militar (CBMRS), foram encontrados três corpos. Gian Cavalheiro Brisola, 19 anos, e Luiz Alberto Xavier, 68 anos, estavam dentro de uma casa queimada. Já o corpo de Edison Moura Espíndola, 61 anos, estava na parte externa, com ferimentos por arma de fogo.
Em frente a outra casa próxima, localizada na mesma rua, outros dois homens foram mortos a tiros. Eles foram identificados como Luiz Cláudio Canabarro Santos, de 44 anos, e Florindo Pedroso, de 66 anos. Os três feridos no ataque tinham 18, 36 e 54 anos na época da chacina.
No dia 30 de abril de 2024, a Polícia Civil deflagrou a Operação Poseidon para prender os suspeitos. Foram cumpridos mandados em Porto Alegre, Gravataí, Balneário Pinhal e no distrito de Quintão.
O julgamento

O júri popular teve início na manhã de quinta-feira (9), quando a Polícia Penal levou os réus sob forte escolta até o Fórum Criminal de Tramandaí. Na acusação, atuou o promotor de Justiça André Luiz Tarouco Pinto, representando o Ministério Público.
A defesa dos réus foi feita pelas advogadas Elisângela Franco Lopes Victoria, Viviane Dias Sodré, Marjori Bongli Rohde, Daniele Silva dos Santos, Mariana Mazon Cavalheiro e Nathana Sabrina Godinho Alves. Também atuou no plenário o defensor público Antonio Trevisan Fregapane.










