Caso Tainá: júri popular condena réu por feminicídio quadruplamente qualificado em Capão da Canoa

Jovem de 19 anos foi morta a facadas na frente da filha pelo ex-marido

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Fórum de Capão da Canoa. Foto: Eduardo Nichele / TJRS

O homem que matou a ex-esposa a facadas em frente à filha de três anos, em Capão da Canoa, foi condenado pelo Tribunal do Júri do município do Litoral Norte do Rio Grande do Sul. O réu recebeu uma sentença de 20 anos e três meses de reclusão em regime inicialmente fechado.

A condenação foi informada nessa segunda-feira (12) pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. O julgamento ocorreu no último na última quarta-feira (07).

O crime acontece no dia 02 de novembro de 2019, no bairro Zona Nova, em Capão da Canoa. Tainá Leal Sarmento foi esfaqueada em via pública. Além da filha, amigas da vítima presenciaram o ataque do ex-marido.

Tainá Leal Sarmento foi surpreendida quando andava de bicicleta com amigas e a filha na Rua São Vendelino, no bairro Zona Nova. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Santa Luzia, horas depois do ataque a facadas.

Na época, a partir de investigação realizada pela equipe da Delegacia de Capão da Canoa, a justiça decretou a prisão preventiva de Fernando Marques da Rosa, que tinha 22 anos. Ele foi preso dois dias depois do crime ao se apresentar na Delegacia de Polícia de Osório.

A condenação do réu foi pelo crime de feminicídio quadruplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e crime praticado contra a mulher por razões da condição do sexo feminino).

Conforme o promotor de Justiça Sávio Vaz Fagundes, na oportunidade, também foram reconhecidas pelo jurados duas majorantes previstas no Código Penal: a prática do fato na presença física de descendente da vítima e em descumprimento de medida protetiva anteriormente aplicada.

Ainda de acordo com o promotor, o Ministério Público já interpôs apelação, buscando aumento da sanção penal aplicada.

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