
Com uma semana de buscas por Miguel dos Santos Rodrigues, de 7 anos, o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CRBM) ainda não encontrou vestígios do corpo. Nesta quarta-feira (04), sétimo dia de operações, as equipes seguiram com as buscas pela orla do litoral com o apoio do Corpo de Bombeiros de Capão da Canoa e de Torres.
Em Imbé, peritos criminais e técnicos do Instituto-Geral de Perícias percorreram o trajeto que supostamente Yasmin Vaz dos Santos, de 26 anos, fez com o corpo da criança. Em depoimento, ela disse ter levado Miguel dentro de uma mala da casa onde moravam até o Rio Tramandaí. A equipe refez o caminho em busca de vestígios do crime.
Um grupo do Corpo de Bombeiros também fez buscas no trajeto. Ontem, o local já tinha sido monitorado por drone. “Hoje, no decorrer do dia, enquanto as equipes estavam na orla, uma outra equipe foi fazer o trajeto no terreno. Visualizamos vários terrenos baldios, vários terrenos com casas abandonadas, a gente vasculhou em torno das casas”, contou o comandante do Pelotão de Bombeiro Militar de Tramandaí, tenente Elísio Lucrécio. Além disso, bueiros e churrasqueiras abandonadas também foram revistados.


As equipes de buscas pediram para que moradores e pescadores da região fiquem atentos e informem caso encontrem o corpo. Hoje, os Bombeiros receberam duas ligações, mas nenhuma pista foi confirmada. As buscas serão retomadas na manhã desta quinta-feira (05).
Perícia
Além do trajeto que a mãe de Miguel diz ter feito, a mala que teria sido utilizada para transportar o corpo também será periciada. Na noite desta terça-feira (03), foi realizado um levantamento em dois imóveis onde a criança, a mãe e a companheira dela residiram em Imbé. Um dos apartamentos fica no bairro Albatroz e outro no Centro.
Nos locais, foram recolhidos materiais genéticos. Uma corrente que seria utilizada para prender Miguel e um caderno com frases agressivas também foram encontrados. Para a polícia, o menino era obrigado a copiar ofensas contra si mesmo como forma de castigo.

Yasmin foi presa em flagrante na noite de quinta-feira (29), quando confessou ter dopado o filho e jogado o corpo no Rio Tramandaí. No sábado (31), a pedido do delegado Antônio Carlos Ractz Jr., a prisão foi convertida em preventiva. A companheira dela, Bruna Nathiele da Rosa, de 23 anos, também está presa temporariamente.
Na terça-feira, as duas foram transferidas do Presídio Feminino de Torres para a Penitenciária Feminina de Guaíba, na região metropolitana de Porto Alegre.
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