
Mais de 20 tiros, quatro pessoas atingidas, duas mortas e duas feridas: o crime da noite dessa quinta-feira (11), no Terminal Turístico de Tramandaí, mobiliza os investigadores da Polícia Civil. Na manhã desta sexta-feira (12), o automóvel HB20 usado pelos autores foi encontrado queimado na beira da praia no balneário Tiarajú.
Para o delegado Alexandre Souza, titular da Delegacia de Tramandaí, a principal linha de investigação é de que motivação está relacionada à guerra do tráfico de drogas.
O crime
Um grupo de pessoas participava de um galeto no local conhecido como prado, onde são realizadas corridas de cavalos, na Rua Pinheiro Machado, no Terminal Turístico. Um HB20 prata se aproximou, dois criminosos desceram e abriram fogo.
Dois homens morreram no local. Um terceiro homem e um adolescente ficaram feridos, mas sem risco de morrer em função das lesões.
Dois alvos mortos e dois feridos por engano
A investigação indica que os dois homens mortos seriam os alvos dos atiradores e que o homem e o adolescente feridos foram atingidos ocasionalmente por estarem no mesmo local.
“Estava tendo uma confraternização, estava se fazendo um galeto e ia ter um sorteio para uma corrida de cavalos que seria realizada no domingo, então tinha bastante pessoas ali. Foram mais de 20 tiros, ricochetearam na parede, ricochetearam em algum outro lugar e acabaram acertando por engano essas duas pessoas”, relatou o delegado Alexandre Souza ao portal Litoral na Rede.
Veja o que diz o delegado
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Carro clonado incendiado

O carro usado pelos autores do crime, um HB20 cor prata, foi queimado e abandonado na beira da praia do Balneário Tiarajú, no extremo sul de Tramandaí. A localização do veículo ocorreu nesta sexta-feira. A Polícia Civil afirma que se trata de um veículo clonado, mas ainda não havia conseguido identificar a sua origem.
Linha de investigação
O delegado Alexandre Souza informou à reportagem do portal Litoral a Rede que, desde o momento do crime, policiais da DP de Tramandaí realizam diligências para esclarecer o caso, identificar a prender os autores. Até a tarde desta sexta-feira, nenhum suspeito havia sido preso.
“Pela vasta ficha de antecedentes criminais das vítimas fatais, a gente está trabalhando com uma guerra de tráfico de drogas, a princípio. A gente já conhecia uma das vítimas, a gente não conhecia outra vítima até porque veio de fora, veio de Porto Alegre, mas a linha principal da nossa investigação é tráfico e listo de drogas”, disse o delegado.
Quem são as vítimas mortas
Alison Henrique Pinheiro Lopes, 26 anos
Conforme a polícia, Alison tinha um mandado de prisão em aberto e os seguintes antecedentes criminais: foragido (2 registros), homicídio doloso (5 registros), porte ilegal de arma de fogo (2 registros) e posse de entorpecentes.
Jerri Chaves Mendes, 45 anos
Segundo a polícia, Jerri estava em prisão domiciliar e também tinha extensa ficha criminal: tráfico de entorpecentes (4 registros), foragido, homicídio doloso (5 registros), portal ilegal de arma de fogo (2 registros), posse de entorpecentes, roubo de veículo e furto arrombamento a estabelecimento comercial.
Vítimas feridas
O homem ferido no ataque tem 48 anos e segundo a polícia não possui antecedentes relevantes. O adolescente de 14 anos que sobreviveu não tem qualquer registro policial. Ambos teriam sido atingidos por engano por estarem no memo local dos alvos dos atiradores. Seus nomes não foram divulgados.










