
A temporada das baleias-francas no litoral do Sul do Brasil garantiu mais um belo registro de uma mamãe e seu filhote. Desta vez, foi no Balneário Tiarajú, na zona sul de Tramandaí. O publicitário e fotógrafo Marcelo Langon testemunhou a diversão das duas baleias que entravam e saiam da água cor marrom, num típico dia de mar “chocolatão”, na última sexta-feira (27).
Conforme Langon, havia várias baleias na praia, mas as duas que nadavam entre a água escura e a água mais clara chamaram a sua atenção. “Elas passavam de uma cor para outra dando fortes rabanadas, como se estivessem querendo misturar as águas” relata.
Na tarde em que o fotógrafo fez os registros, a água marrom e o vento que soprava do alto mar, em direção a terra, aos poucos veio trazendo águas mais claras. Esta condição climática fez com que o mar tivesse duas cores bem definidas.
“De um lado a verde trazida pelo vento e de outro a marrom, próxima a arrebentação das ondas. Foi nesta divisão de cores que as baleias foram vistas durante toda a tarde daquele dia. Elas estavam nitidamente explorando as diferentes cores do mar e se divertindo muito”, disse Langon.
O profissional atua como fotógrafo do meio ambiente marinho. Nesta época do ano se dedica especialmente ao registro de baleias na costa do Rio Grande do Sul. Ele possuiu parcerias com instituições que monitoram as francas, como o projeto Farol das Baleias, de Torres, e o Instituto Australis, em Santa Catarina, com as quais compartilha informações sobre os animais que avista.
O mar “chocolatão” do Litoral Gaúcho não está relacionado à poluição e sim a proliferação de algas. E as baleias que se divertiam entre as águas claras e mais escuras na costa de Tramandaí foram até batizadas pelo fotógrafo. “A mamãe baleia recebeu o nome de Chocolatão e seu filhote, um macho, de Chocolate”, contou.
As baleias-francas podem ser identificadas por calosidades que possuem na cabeça, que são uma espécie de impressão digital, o que permite o monitoramento desses animais por pesquisadores e ambientalistas dos países da América do Sul. Nesta época do ano, ela migram das águas mais geladas da Antártida, onde se alimentam, para dar à luz aos filhotes em mares mais quentes, especialmente no Sul do Brasil.
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