
A atualização da NR-1 (Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais) marca uma expressiva mudança na segurança e saúde do trabalhador ao consolidar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). A norma agora exige uma visão holística, considerando não apenas os riscos físicos, químicos ou biológicos, mas levando em consideração também os fatores psicossociais.
A mudança entra em vigor a partir de 26 de maio, quando começa a ser fiscalizada, e deve ser cumprida por todas as empresas com mais de 100 funcionários. A prática, no entanto, já tem apontado resultados positivos para negócios com número menor de colaboradores, com impacto direto no aumento da produtividade.
Uma empresa que monitora esses fatores pode reduzir drasticamente o absenteísmo (faltas) e o presenteísmo (estar presente, mas sem produtividade por questões de saúde) além de criar uma rede de proteção que evita o afastamento de bons profissionais e minimiza passivos trabalhistas decorrentes de danos morais e mentais.
No que tange à produtividade, a aplicação da NR-1 gera um ciclo virtuoso de eficiência. Colaboradores que se sentem psicologicamente seguros tendem a ser mais engajados e eficientes, pois a melhoria do clima organizacional otimiza o fluxo de trabalho e diminuiu a taxa de erros e retrabalhos, que frequentemente ocorrem em ambientes de alta tensão psicológica. O resultado é uma operação mais fluida, saudável e assertiva.
Por fim, a atualização da NR-1 não deve ser vista apenas como uma obrigação meramente burocrática, mas como uma forte estratégia de negócio onde a segurança mental é o motor para resultados sustentáveis e competitivos no mercado atual.
Aline Rossoni é psicóloga clínica e organizacional, especialista em gestão de pessoas e consultora empresarial.
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