
A cadela comunitária Belinha, atropelada na última sexta-feira (6) em Imbé, teve o estado de saúde atualizado neste domingo (8) após a realização de novos exames em uma clínica veterinária particular. O animal, que é idoso, foi diagnosticado como paciente politraumatizada e apresenta três fraturas ortopédicas graves, exigindo procedimentos cirúrgicos complexos.
Conforme o laudo veterinário, emitido por uma clínica veterinária de Xangri-Lá e obtido com exclusividade pela reportagem do portal Litoral na Rede, Belinha sofreu fratura acetabular direita, na região do quadril; fratura do corpo do ílio direito, um dos principais ossos da pelve; e fratura distal da tíbia esquerda, essencial para o apoio do membro posterior. As lesões causam dor intensa e severa limitação de movimentos. No exame clínico, a cadela também apresentou abdômen distendido e sensibilidade acentuada na região pélvica.
Entre os exames realizados está um raio-x de tórax, já encaminhado para laudo médico. Belinha também passou por ultrassonografia abdominal em outra clínica, cujo resultado ainda é aguardado.
Além disso, a equipe veterinária indicou a realização de exame de sangue completo, necessário para avaliar as condições gerais da paciente, especialmente em razão da idade e da gravidade dos traumas. Há suspeita que ela também possa ter sofrido lesões no pulmão. O valor total estimado para os três procedimentos e outros atendimentos aos quais Belinha será submetida pode chegar a R$ 5 mil.
Segundo o veterinário responsável, que é especializado na área de ortopedia animal, todas as condutas propostas visam reduzir a dor, garantir estabilidade óssea e proporcionar melhor qualidade de vida à Belinha. Ela segue sob cuidados da clínica e passará por reavaliação nesta segunda-feira (9).

Em contato com a reportagem do Litoral na Rede, na noite deste domingo, uma mulher envolvida no resgate e nos cuidados da cadela, que preferiu não se identificar, demonstrou preocupação quanto ao estado de saúde de Belinha.
“Ela tá internada lá na clínica, sob cuidados. É muito mais grave do que a outra clínica tinha falado. A princípio era uma perninha quebrada, mas apareceram mais três ossinhos quebrados. O pulmãozinho dela tá estranho, fora do tamanho normal. Vai pra laudo, a gente não pode falar nada sem o resultado”, afirmou.
Ajuda para recuperar Belinha
A fonte ouvida pelo portal contou à reportagem que Belinha é conhecida e cuidada por diversos moradores da região. Ela explicou que Belinha é cuidada por diferentes vizinhos e também atende por outros nomes, entre eles Neneca e Gorda.
“É uma cachorrinha comunitária. Quando a gente veio morar na praia, ela já vivia aqui. É uma cachorrinha de vários vizinhos que cuidam”, resumiu.
Diante dos altos custos do tratamento, protetores envolvidos no caso passaram a organizar uma campanha solidária para custear os procedimentos cirúrgicos, exames, internação e recuperação de Belinha. Doações podem ser feitas via Pix, utilizando a chave (e-mail): belinhanenecagorda@gmail.com.
Relembre o caso
Belinha foi atropelada por um homem que prometeu levá-la para atendimento veterinário, mas acabou parando em um bar e deixou o animal ferido dentro do carro. A situação foi denunciada à Guarda Municipal de Imbé (GMI), que encontrou a cadela no interior do veículo e efetuou a prisão do suspeito em flagrante por maus-tratos.
Segundo informações obtidas pelo portal, o acusado estava bebendo refrigerante na calçada localizada em frente ao bar que fica na Rua Edith de Lourdes, na praia de Santa Terezinha. Ele admitiu ter atropelado o animal e alegou que não o levou para atendimento por não saber a quem recorrer.
O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Tramandaí, onde o caso foi registrado. A reportagem do portal Litoral na Rede tentou contato com a Polícia Civil para saber se o acusado de atropelar Belinha segue preso, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

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