Atraso na instalação de guaritas prejudica trabalho dos guarda-vidas em Torres

Atraso na instalação de guaritas prejudica trabalho dos guarda-vidas em Torres

Prefeitura alega que houve problema com licitação para construção das estruturas

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Sem estruturas, guarda-vidas ficam na mesma linha do banhista em Torres. Foto: ABERGS

A Operação Verão Total iniciou no dia 21 de dezembro, mas a movimentação nas praias começou muito antes. Em Torres, serviços de salvamento estão sendo prejudicados por falta de algumas guaritas, que já deveriam ter sido instaladas e reformadas pela prefeitura da cidade.

O período é um dos mais movimentados na cidade e no Litoral Norte como um todo. Na Prainha, nessa segunda-feira (30), ocorreu um óbito por afogamento em área de risco.

Nos pontos onde, por enquanto, não há estruturas adequadas, os guarda-vidas ficam na mesma linha do banhista, abaixo de tendas para não torrarem no sol. “A Prefeitura Municipal de Torres está fornecendo gazebos para os guarda-vidas até que seja confeccionada as guaritas”, informou à reportagem do Litoral na Rede, a comunicação do Corpo de Bombeiros Militar (CBMRS).

O portal de notícias questionou a prefeitura sobre o que motivou o atraso da instalação das estruturas. “As casinhas de salva-vidas estão em fase final de deslocamento até seus locais na beira-mar. Um processo licitatório foi feito para tal manutenção e na primeira vez que foi publicado não teve nenhuma empresa habilitada. Um novo processo licitatório foi lançado e os prazos respeitados, e após esse segundo uma empresa foi habilitada”, afirma o Poder Executivo.

A prefeitura diz também, que a empresa contratada “já instalou na beira-mar as casinhas que estavam faltando e após será feita a manutenção das demais, caso assim seja necessário”. A nota  informa ainda que, “a quantidade, posição e equipe de trabalho, é de responsabilidade do governo estadual bem como dos Corpo de Bombeiros”.

Sem guaritas os serviços de salvamento ficam prejudicados

Guarda-vidas no alto de uma duna em Torres. Foto: ABERGS

O coordenador-geral da Associação dos Bombeiros Militares (ABERGS), sargento Jeferson França, afirma que, ainda, faltam aproximadamente seis guaritas e algumas que foram colocadas nos devidos pontos, estão inadequadas. “Estão sem telhados, sem janelas. Isso coloca o guarda-vidas embaixo do mau tempo. Não tem uma cobertura descente, um abrigo contra o vento, para uma intempérie”, lamenta.

Sem as guaritas, segundo França, os serviços de salvamento ficam prejudicados. “A gente não tem uma visão certa dos pontos de perigo, porque ficamos na mesma linha do banhista”, explicou ao lamentar que na Prainha, ocorreu um óbito por afogamento. “Apesar de ter o posto de salvamento, apesar de estar demarcado, mas na praia grande, a 7 a 6, que seriam apoios a essa ocorrência, nem viram a ocorrência”, afirmou França.

Nota da Prefeitura de Torres

A prefeitura de Torres informa que as casinhas de salva-vidas estão em fase final de deslocamento até seus locais na beira-mar de Torres.

Ressalta que a quantidade, posição e equipe de trabalho, é de responsabilidade do governo estadual bem como dos Corpo de Bombeiros. Uma vez que é informado os locais para a prefeitura e a mesma disponibiliza os locais para os bombeiros atuarem.

Quanto ao prazo de colocação, informa que um processo licitatório foi feito para tal manutenção e na primeira vez que foi publicado não teve nenhuma empresa habilitada. Um novo processo licitatório foi lançado e os prazos respeitados, e após esse segundo uma empresa foi habilitada.

Essa já instalou na beira-mar de Torres as casinhas que estavam faltando e após será feita a manutenção das demais, caso assim seja necessário.

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