Assembleia Legislativa aprova reajuste de 5,4% para o magistério gaúcho

Assembleia Legislativa aprova reajuste de 5,4% para o magistério gaúcho

Votação foi unânime; texto agora aguarda a apreciação da redação final para seguir para sanção do governador Eduardo Leite

Compartilhe

Reajuste de 5,4% para professores estaduais foi aprovado por unanimidade no plenário da Assembleia Legislativa. Foto: Foto: Marcelo Oliveira / ALRS

O plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou por unanimidade (44 votos favoráveis), na sessão deliberativa desta terça-feira (24), o reajuste do piso do magistério. Além do aumento para os professores, os parlamentares aprovaram outras duas proposições do Poder Executivo que trancavam a pauta de votações.

O projeto (PL 38 2026) estabelece um reajuste de 5,4% no subsídio mensal dos membros da carreira do Magistério Público Estadual, com efeito retroativo a 1º de janeiro de 2026. Segundo o governo, o índice incidirá com paridade sobre todos os níveis da carreira, abrangendo professores ativos, inativos e pensionistas. O impacto financeiro estimado é de R$ 424 milhões ao ano.

Tramitação e próximos passos

Apesar da aprovação do mérito, a redação final dos projetos ainda não foi votada devido à obstrução da pauta pelo projeto que cria o Fundo Estadual de Proteção e Bem-estar de Animais Domésticos (PL 291 2025). Com isso, a votação definitiva deve ocorrer na próxima terça-feira (31), permitindo que os textos sejam encaminhados para a sanção governamental.

Divergências em Plenário

Mesmo com o voto favorável de todas as bancadas, houve debate sobre a abrangência do índice:

  • Oposição: O deputado Miguel Rossetto (PT) argumentou que, embora o índice siga o decreto federal, cerca de 53 mil profissionais da educação não receberiam o percentual integralmente devido à forma de cálculo do Executivo. A bancada apresentou uma emenda para tentar corrigir o que chamou de “injustiça”, mas a proposta não avançou.

  • Governo: O líder do governo, deputado Frederico Antunes (PP), defendeu o projeto afirmando que o Rio Grande do Sul tem conseguido pagar o piso sem a necessidade de “completivos”. Ele destacou que o Estado seguirá cumprindo o índice federal de 5,4%, mantendo a política de reajustes dos anos anteriores.

*Com informações da Agência de Notícias da ALRS

Compartilhe

Postagens Relacionadas