
O verão ainda nem chegou à metade e o Litoral Norte do Rio Grande do Sul já enfrenta um cenário que chama atenção. Nos primeiros 44 dias da 9ª Operação Verão 2025/2026, os guarda-vidas do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) registraram 89.558 casos de lesões provocadas por águas-vivas nas praias da região. O número é 31% superior ao do mesmo período da temporada passada.
Conforme o mais recente boletim divulgado pelo CBMRS nessa segunda-feira (26), a praia de Torres aparece no topo do ranking, com 14.699 atendimentos, consolidando-se como a localidade com maior número de registros entre os 12 pontos com monitoramento pelos guarda-vidas no Litoral Norte.
Logo atrás estão as praias de Capão da Canoa, que soma 12.694 casos, e de Arroio do Sal, com 9.094 ocorrências. Capão Novo também figura entre os pontos mais críticos, com 8.071 registros, seguido por Xangri-Lá, que contabilizou 7.498.
Na sequência, aparecem Imbé Norte (7.051), Tramandaí (6.682), Cidreira (5.549) e Imbé Sul (5.065). Fecham a lista Balneário Pinhal (4.862), Quintão (4.212) e Nova Tramandaí (4.081).
Quando o comparativo é feito com temporadas anteriores, o crescimento é ainda mais evidente. No mesmo período da Operação Verão 2024/2025, foram registrados 68.251 casos. Já em 2023/2024, o número foi de 26.609, enquanto que em 2022/2023, foram 29.075 ocorrências.
Segundo o CBMRS, alguns fatores ajudam a explicar essa escalada: altas temperaturas, alterações na salinidade da água e o aumento do fluxo de turistas nas praias favorecem a presença e a proliferação das águas-vivas, elevando o risco de contato com os banhistas.
Orientações aos banhistas
Diante do cenário, os bombeiros reforçam a importância de seguir rigorosamente as orientações dos guarda-vidas e evitar áreas sinalizadas como de maior risco. Bandeiras roxas são colocadas na orla para identificar locais com maior incidência. Em caso de queimadura, a recomendação é procurar atendimento imediato nos postos de saúde ou nas unidades de salvamento instaladas ao longo da orla.

Outro alerta importante diz respeito aos primeiros cuidados. Não se deve lavar a região afetada com água doce, pois isso pode intensificar a dor e agravar a reação. O indicado é utilizar água do mar ou vinagre, que é oferecido gratuitamente pelos guarda-vidas em algumas guaritas. Ambos os líquidos, segundo os especialistas, ajudam a aliviar os sintomas e neutralizar as toxinas liberadas pelas águas-vivas.










