
O Dia D da Campanha de Vacinação contra a Gripe será realizado, neste sábado (13), em todo o país. No Rio Grande do Sul, a preocupação das autoridades é com a baixa procura pela imunização, que começou no dia 17 de abril. Apenas 55% das pessoas que integram os grupos prioritários já estão imunizadas.
Entre as crianças, o índice de imunização é ainda menor: apenas 34% da população na faixa etária de seis meses a cinco anos foram vacinados, segundo levantamento divulgado, nesta sexta-feira (12), pela Secretaria Estadual da Saúde (SES). A meta é atingir 90% de cobertura. Atá agora, no Rio Grande do Sul foram aplicadas 1,75 milhão de doses.
Neste sábado, 1,8 mil postos de vacinação estarão abertos em todo o Estado. As prefeituras do Litoral Norte também integram a mobilização nacional e abrem as unidades de saúde para a vacinação. O secretário estadual da Saúde, João Gabbardo dos Reis, salientou que 33 casos de gripe foram confirmados no Rio Grande do Sul neste ano, com dois óbitos. em 2016 eram 824 casos e 111 óbitos.
Gabbardo alertou, no entanto, que a redução dos casos não pode representar uma tranquilidade demasiada. “Ainda não tivemos um frio mais forte neste ano, quando a transmissão se intensifica. Por isso, quanto antes a pessoa se vacinar, mais imune ao vírus a pessoa vai estar no inverno”, afirmou ele, lembrando que a dose leva de 2 a 3 semanas para proteger a pessoa.
Vacina da Gripe
A vacina da gripe disponibilizada na rede pública de saúde é a trivalente e protege com dois tipos de gripe A ( H1N1 e H3N2) e um tipo de Influenza B (Victoria). A composição da vacina é definida previamente pela Organização Mundial da Saúde ( OMS) com bases nos vírus com maior circulação em cada região do mundo. Neste, o vírus com maior circulação, até o momento no Rio Grande do Sul, é o H3N2, contra o qual a vacina do SUS é eficiente.
Público-alvo da Campanha de Vacinação contra a Gripe:
– Pessoas com 60 anos ou mais
– Crianças de 6 meses a 5 anos
– Gestantes e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto)
– Trabalhadores em saúde
– Indígenas
– Doenças crônicas (com prescrição médica)
– Privados de liberdade e funcionários dos presídios
– Professores das escolas públicas e privadas
* doença respiratória crônica, doença cardíaca crônica, doença renal crônica, doença hepática crônica, doença neurológica crônica, diabetes, obesos, imunossupressão, transplantados, trissomias.










