
Chega a dez o número de mortes confirmadas no Sul do Brasil devido às consequências de um ciclone extratropical que atingiu a região, causando fortes ventos, chuvas, granizo e muitos estragos.
Nove mortes foram confirmadas em Santa Catarina, onde ao menos 49 cidades foram afetadas. No Rio Grande do Sul, em Nova Prata, um homem de 53 anos morreu soterrado após ser atingido por um deslizamento de terra enquanto trabalhava em uma obra.
Segundo a Defesa Civil do Estado, embora o acidente tenha ocorrido no meio da tarde dessa terça-feira (30), quando já chovia forte, será preciso aguardar o resultado da perícia para saber o quanto as chuvas de ontem contribuíram para a instabilidade do solo, causando o deslizamento.
No Litoral Norte, não há registros de mortes, mas o ciclone deixou um rastro de destruição nos municípios. A força do vento derrubou postes, destelhou casas e instituições públicas. O Hospital de Tramandaí teve cerca de 35% das telhas arrancadas e cerca de 10 pacientes internados tiveram que ser transferidos para outros setores do hospital.

Segundo a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), são 510 mil o número de clientes sem energia na área de concessão da estatal. Na região, quase 85 mil clientes foram afetados. O vento causou problema em duas linhas de transmissão, uma entre Arroio do Sal e Capão Novo, e outra entre Atlântida Sul e Torres.
Em Santa Catarina, a Defesa Civil confirmou nove mortes. Três óbitos foram registrados em Tijucas (3). Os demais em Chapecó; Santo Amaro da Imperatriz; Governador Celso Ramos; Ilhota; Itaiópolis e Rio dos Cedros. Em Brusque, uma pessoa está desaparecida.
No Paraná, o fenômeno climático afetou aproximadamente 3.127 pessoas em 30 cidades, danificando 666 casas e forçando ao menos 81 pessoas a deixarem temporariamente seus lares. (Com informações da Agência Brasil).
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