Advogado tem problemas de saúde e júri do Caso Maninha é adiado para setembro

Advogado tem problemas de saúde e júri do Caso Maninha é adiado para setembro

Juiz da 1ª Vara Criminal de Tramandaí negou pedido para que irmã e cunhado da cabeleireira assassinada fossem julgados separadamente dos outros dois acusados
A cabeleireira Maninha foi alvo de tentativa de assassinato em 2017 e morta em 2018.

O Tribunal do Júri dos quatro acusados pela morte da cabeleireira Návia Regina Christan, a “Maninha”, foi adiado para o mês de setembro. Inicialmente previsto para ocorrer nesta quinta-feira (16), o julgamento em Tramandaí foi remarcado para os dias 24 e 25 de setembro de 2026, após a Justiça negar o pedido de cisão do processo apresentado pela defesa de dois réus.

A defesa de Silvana Cristan e Joares Antônio Pellinson — irmã e cunhado da vítima, apontados pelo Ministério Público como os mandantes intelectuais do crime — solicitou que o casal fosse julgado separadamente dos demais acusados, alegando que o advogado constituído por eles está impossibilitado de atuar por motivos de saúde.

Na decisão proferida nesta terça-feira (14), o Juiz de Direito Gilberto Pinto Fontoura, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Tramandaí, indeferiu o pedido de separação. O magistrado destacou que a regra processual prevê o julgamento conjunto de réus envolvidos no mesmo fato, especialmente quando as condutas estão intrinsecamente interligadas. Argumentou ainda que a divisão do processo poderia prejudicar a compreensão do caso pelos jurados e a análise global das provas.

O juiz entendeu que o problema de saúde do defensor justifica apenas o adiamento da sessão, e não o desmembramento do feito. Com isso, o julgamento foi reagendado para os dias 24 e 25 de setembro de 2026, com início previsto para as 9h, no Salão do Júri do Foro de Tramandaí.

O caso

Silvana Cristan e Joares Antônio Pellinson respondem por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. Os corréus Rosane de Lima Araújo (ex-manicure e funcionária do salão de Silvana) e Robsom Araújo de Moraes Soares respondem pelas qualificadoras de crime cometido mediante paga ou promessa de recompensa e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ambos são acusados de intermediar a contratação dos executores.

Atualmente, a ré Silvana cumpre prisão domiciliar, enquanto os outros três acusados permanecem presos em regime fechado.

Histórico de violência

Maninha era proprietária de um salão de beleza no Centro de Tramandaí, concorrendo no mesmo ramo que a irmã. Em 26 de outubro de 2017, ela sofreu uma tentativa de homicídio dentro de sua residência, onde foi baleada no rosto e acabou perdendo a visão de um dos olhos, além de restar com sequelas físicas e cognitivas permanentes. Pelo atentado inicial, Silvana, Joares e Rosane já foram julgados e condenados no ano passado.

Pouco mais de um ano após sobreviver ao primeiro ataque, no dia 5 de novembro de 2018, a cabeleireira foi assassinada com três tiros dentro de seu próprio estabelecimento comercial. Dois homens apontados como os executores materiais dos disparos já foram julgados e condenados pelo Tribunal do Júri em 2022. Os quatro acusados de planejar e articular o homicídio aguardam agora a nova data em setembro.

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