
Os cinco acusados de matar o soldado da Brigada Militar, Thales Ferreira Floriano, de 31 anos, serão submetidos ao júri popular, nesta terça-feira (06), em Tramandaí. O PM, que era natural de Tramandaí, foi morto em agosto de 2016 durante uma ação policial contra traficantes em Cidreira. Os réus também respondem pela tentativa de homicídio de outros 11 brigadianos.
O julgamento está previsto para começar às 9h e será presidido pelo juiz Gilberto Pinto Fontoura. No banco dos réus estarão Lucas Leiria da Silva, Maycom Leiria da Silva, Anderson Rodrigues, Mário Josias Costa Treim e Cassio Rodrigues Santos. Os cinco estão presos preventivamente desde a época do crime.
Além dos cinco réus, estão previstos os depoimentos de quatro policiais que participaram da ação e foram vítimas das tentativas de homicídio, de outras duas testemunhas de acusação e de quatro testemunha de defesa. A previsão é que o julgamento só termine entre o fim da noite e o início da madrugada.
O promotor de Justiça Fernando Andrade Alves é o responsável pela acusação. Os réus respondem por 12 homicídios, um consumado e onze tentados. Conforme a denúncia do MP, os crimes são qualificados: para assegurar a impunidade e a execução das invasões de imóveis para exercício e domínio do tráfico de drogas. Ainda, a morte e as tentativas de homicídio foram praticadas contra policiais militares no exercício da função de policiamento. Os denunciados também responderão por violação de domicílio.
Os advogados Jean Menezes Severo e Thales Vinicius Bouchaton atuarão na defesa dos réus. Devido à pandemia, o julgamento não será aberto ao público e uma série de medidas de prevenção ao coronavírus foi adotada, como já ocorreu em outro júri popular no Foro de Tramandaí.
Os crimes

No início da madrugada de 6 de agosto de 2016, 12 policiais militares foram até o bairro Chico Mendes, em Cidreira, em virtude da invasão de casas por traficantes. Segundo o Ministério Público, as invasões tinham relação com disputas por ponto de tráfico no local, já que o líder da venda de drogas havia sido morto em Viamão e as ‘bocas de fumo’ estavam sem comando.
Quando os PMs avançavam entre as ruas Treze e Quatorze, os denunciados, que acompanhavam a movimentação da polícia, passaram a atirar. O policial militar Thales Ferreira Floriano foi atingido na cabeça, ao contrário do que ocorreu com os demais colegas, que não foram atingidos por erro de pontaria dos criminosos. Thales chegou a ser socorrido, mas chegou sem vida ao hospital.










