
Um dos quatro acusados de torturar e matar um idoso de 80 anos durante um assalto foi capturado pela Brigada Militar (BM), na noite deste sábado (14), em Morrinhos do Sul, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. O crime aconteceu em novembro de 2025, no município de Timbé do Sul, região sul de Santa Catarina.
O criminoso estava escondido em uma casa na Estrada Geral da Perdida. Os policiais o abordaram no momento em que ele chegava ao imóvel. Durante o procedimento de identificação, a equipe do 42º BPM confirmou que contra o homem, de 26 anos, havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Criciúma (TJSC), pelo crime de latrocínio.
O foragido capturado possui um extenso histórico criminal, com dois antecedentes por latrocínio, dois por tráfico, três por porte ilegal de arma, um por roubo a mão armada e um por tentativa de homicídio. Ele foi apontado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público catarinenses como um dos envolvidos na tortura e morte de Virgulino Borges, de 80 anos.
O latrocínio em SC
O idoso foi morto em 19 de novembro de 2025, na localidade de Areia Branca, em Timbé do Sul. Conforme denúncia apresentada em janeiro pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Turvo, o crime teve início quando um dos investigados visitou a vítima sob o pretexto de procurar emprego, momento em que o idoso revelou possuir uma arma e dinheiro em casa.
Essas informações serviram de base para o planejamento do assalto, realizado horas depois por quatro homens. O grupo retornou à residência simulando a devolução de um animal para ganhar a confiança da vítima, rendendo-a e iniciando uma sessão de tortura com agressões físicas e asfixia em um barril de água para obter senhas bancárias.
Após o espancamento, os agressores decidiram assassinar o idoso com um golpe de madeira na cabeça para evitar o reconhecimento posterior. Do local, foram subtraídos dinheiro, ferramentas, eletrônicos e o revólver da vítima. A ação criminosa encerrou-se com a tentativa frustrada de realizar saques, mas as transações foram recusadas por falta de saldo na conta bancária do falecido.
Com a prisão do quarto envolvido no Litoral Norte gaúcho, todos os denunciados pelo crime agora estão detidos à disposição da Justiça.










