Ações contra o abigeato devem ser reforçadas em Santo Antônio da Patrulha

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O crescente número de casos de abigeatos na região é preocupante. Criminosos matam bois para revender a carne clandestinamente. Em Santo Antônio da Patrulha (SAP), uma reunião com representantes de diversos órgãos tratou sobre alternativas para enfrentar o problema. De acordo com o prefeito de SAP, Daiçon Maciel da Silva, a população está correndo um risco enorme em consumir carnes de animais que, muitas vezes, foram recém vacinados e são abatidos cruelmente.

Para o comandante da Patrulha Ambiental (Patram), Juares Matias, é preciso um trabalho mais focado no serviço de inteligência, criando uma rede de comunicação entre produtores e órgãos de segurança para que as movimentações suspeitas possam ser monitoradas. Segundo o delegado de Polícia, Valdernei Tonete, e o sargento Oliveira, da Brigada Militar, a falta de efetivo dificulta a realização de um patrulhamento rural, mas haverá esforços das duas corporações para que haja uma ronda periódica.

Um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) poderá ser firmado, conforme proposta da promotora pública Graziela Veleda. O TAC estabelecerá penalidades para aqueles estabelecimentos que comercializarem carnes sem procedência, além da multa cobrada pela Vigilância Sanitária.

O prefeito se comprometeu em intensificar o trabalho da Vigilância Sanitária. “Se o abigeato existe é porque também existem compradores dessas carnes roubadas. Há registros dos produtores que mostram terneiros prontos para nascer de um animal morto pelos criminosos”, desabafou Daiçon.

Bois carneados em SAP foram apreendidos dentro de um carro em Tramandaí na última quinta-feira (17)

O encontro que ocorreu nessa sexta-feira (21) reuniu produtores e representantes da Farsul, Polícia Civil, Brigada Militar, Patram, Ministério Público, Sindicato Rural, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e da Câmara de Vereadores, além de outros integrantes da prefeitura.

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