
A aproximação de uma linha de tempestades à área do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, na última quinta-feira (21), garantiu o registro de uma série de imagens impressionantes captadas através das lentes dos fotógrafos Gabriel Zaparolli e Gustavo Selau, moradores do município de Torres.
Ainda de madrugada, a dupla se mobilizou após perceber que uma grande tempestade se dirigia da fronteira com o Uruguai para a região litorânea do RS. A uma distância de aproximadamente 450 km, eles capturaram, em fotos e vídeos, uma série de sprites, nome dado ao conjunto de luzes vermelhas que podia ser vista no céu.
Logo em seguida, Zaparolli e Selau seguiram para a área dos molhes do Rio Mampituba, de onde registraram mais imagens impactantes. Dessa vez, eles filmaram e fotografaram a aproximação de uma frente de rajada à região de Torres, fenômeno que provocou chuva moderada e ventos de até 82 km/h.
“Fomos para uma área de pouca poluição luminosa, no interior de Torres, e apontamos as câmeras para capturar os sprites. Após o amanhecer, fomos correndo para os molhes e esperar a chegada da frente de rajada. Capturei alguns sprites vermelhos e a linha de instabilidades chegando por aqui”, contou Zaparolli à reportagem do portal Litoral na Rede.

O que são os sprites
De acordo com a Brazilian Meteor Observation Network (Bramon), rede brasileira composta por astrônomos amadores e profissionais que monitoram meteoros, os sprites são eventos luminosos transitórios de origem elétrica que ocorrem acima das nuvens de tempestade.
Eles são gerados por intensas descargas elétricas que partem dos topos das nuvens e se estendem até o limite superior da mesosfera (em torno de 95 quilômetros de altitude).
“Em certa altura, essa descarga gera um flash de plasma que, por alguns milissegundos, se torna iluminado assumindo formatos variados. Alguns podem parecer colunas de luz, alguns se assemelham a pés de cenouras e outros, podem apresentar formato semelhante a fadas”, detalha a Bramon.
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