Governo emite “Avisos” para as 21 regiões Covid do RS na primeira semana de 2022

Governo emite “Avisos” para as 21 regiões Covid do RS na primeira semana de 2022

Litoral Norte teve aumento de casos confirmados nos últimos sete dias

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Teste rápido para detecção de anticorpos do coronavírus. Foto: divulgação Secretaria Estadual da Saúde

Depois de um mês sem Avisos e Alertas, o Gabinete de Crise e o Grupo de Trabalho (GT) Saúde em conjunto emitiram Avisos a todas as 21 regiões Covid do Rio Grande do Sul. A decisão foi tomada na manhã desta terça-feira (04), durante reunião comandada pelo governador Eduardo Leite, com participação do vice-governador Ranolfo Vieira Júnior.

No Litoral Norte, foram confirmados 419 casos nos últimos sete dias, uma alta de de 172,1% em comparação com a semana anterior, conforme boletim regional. O crescimento foi maior que o da média de todo o Estado, que ficou em 128,2%.

Por outro lado, os 23 municípios da região tiveram  redução de 50% nos óbitos por Covid-19, com uma morte em sete dias. Também houve queda de 16,7% a quantidade de novas internações por causa do doença causada pelo coronavírus.

O último aviso para o Litoral Norte havia sido emitido em 13 de outubro de 2021.

Rio Grande do Sul

A última vez que havia sido necessário emitir Avisos a todas as 21 regiões Covid foi em julho de 2021. No RS, dados recentes da Secretaria da Saúde (SES) apontam para um aumento de casos confirmados nos últimos dias, tendo saltado de uma média diária de 5,7 a cada 1 milhão de habitantes em 26 de dezembro de 2021 para 75,9 em 3 de janeiro de 2022.  Segundo o governo, esse aumento pode ser explicado em parte devido a atrasos de registro no sistema gerados pelos feriados de Natal e Ano-Novo, mas o aumento dos números é consequência também do aumento da transmissão.

O Gabinete de Crise ainda destacou que, nos últimos dias, diversos países têm registrado recordes de novas contaminações de Covid-19, algumas alcançando a maior incidência de casos de toda a pandemia.

Uma vez que, em janeiro, há o período de veraneio e de férias de grande parte da população, quando ocorre maior circulação de pessoas entre as diversas regiões do Estado, para fora do Estado e do país, além de fluxo inverso para o Rio Grande do Sul, o Gabinete de Crise considera necessário redobrar os cuidados de prevenção da Covid-19, ou seja, etiqueta sanitária, distanciamento social e cumprimento dos protocolos.

“Vivemos um momento que requer muita atenção. A variante delta, que pressionou bastante o sistema de saúde no continente europeu, não nos causou tantos problemas. No entanto, a variante ômicron tem se mostrado bastante transmissível, sendo um potencial perigo ao Rio Grande do Sul. Os primeiros estudos indicam que a ômicron pode ser menos letal e causar menos casos de síndrome respiratória aguda grave, mas tem se visto, no mundo, pacientes apresentando febre alta e demandando cuidados de saúde. Isso, por consequência, em âmbito regional, pode aumentar o fluxo de pacientes que precisam de cuidados na rede de atenção primária, como as Unidades Básicas de Saúde e as Unidades de Pronto Atendimento de algumas regiões do Estado, bem como em leitos clínicos e de UTI”, destacou Leite.

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