
Há livros que nascem de pesquisas, outros de inquietações, outros ainda de um desejo antigo de dizer algo ao mundo. O meu nasceu do entrelaçamento entre a clínica, a escrita e a maternidade. E agora, com o coração acelerado como quem abre uma porta pela primeira vez, compartilho que O que eu queria que você soubesse acaba de entrar em pré-venda — uma pré-venda afetiva, feita pelo WhatsApp, quase como quem entrega um livro em mãos.
Escrevo este artigo não apenas para anunciar seu lançamento, mas para falar daquilo que, para mim, faz desta obra uma necessidade urgente entre pais, mães, cuidadores, professores e todos que convivem com crianças: a escuta.
O livro é composto por cartas imaginadas — escritas como se fossem as próprias crianças tentando comunicar aquilo que ainda não conseguem transformar em palavras. Medo, raiva, vergonha, solidão, desejo de autonomia, saudade, confusão diante do mundo dos adultos. Tudo aquilo que muitas vezes passa despercebido na pressa cotidiana, mas que se expressa em choro, silêncio, agitação, manha ou até em comportamentos que os adultos interpretam como “birra”.
A psicanálise nos ensina, desde Freud, que o sintoma é uma forma de dizer. Ferenczi nos lembrou do trauma do não-ser-escutado. Winnicott, do quanto a criança precisa de um ambiente que sustente suas primeiras experiências de existir. Dolto, da importância de falarmos com a criança, nunca apenas sobre ela.
Este livro caminha com todos esses autores, mas fala com suavidade. Cada carta é seguida de um comentário teórico acessível, feito para ampliar o olhar sem endurecer o discurso. Psicanálise, aqui, não é jargão: é ponte.
Embora nasça da clínica com crianças, esta obra não é somente para psicanalistas — é para pessoas. Para quem educa, acolhe, ensina, acompanha. Para avós, madrinhas, professores, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos. Para qualquer adulto que, em algum momento, já se perguntou: “O que será que essa criança está tentando me dizer?”
A verdade é que, na maior parte do tempo, as crianças falam muito, apenas não na língua dos adultos. Falam com o corpo, com o olhar, com o silêncio, com a fantasia que aparece justamente onde a lógica se retira. E, muitas vezes, a resposta que oferecemos é a pressa:
“Não foi nada.”
“Para com isso.”
“Engole o choro.”
“É só uma fase.”
Eu quis escrever um livro que dissesse o contrário:
Foi algo, sim. Vamos ouvir?
Escrever este livro foi, também, revisitar a criança que fui e reconhecer a mãe que sou (em contínuo). É impossível falar sobre infância sem tocar nos nossos próprios fragmentos infantis. E talvez por isso o livro fale tanto de vínculos, de falhas necessárias, de reparações possíveis, de amor que não salva tudo, mas sustenta muito.
Ele se organiza em quatro partes que acompanham o desenvolvimento emocional: da dependência absoluta ao aprendizado de viver entre mundos — o de dentro e o de fora. Da necessidade do colo à dor de crescer. Da manha que pede acolhimento às violências que exigem proteção e responsabilidade adulta.
Porque crescer não é simples. E cuidar de uma criança também não.
Vivemos tempos em que crianças estão sobrecarregadas de estímulos e carências ao mesmo tempo. Elas têm telas demais e olhares de menos. Têm tarefas demais e escuta de menos. Têm cobranças demais e espaço de menos.
E nós, adultos, temos culpa demais e ferramentas de menos.
Este livro não traz respostas prontas — mas traz perguntas que convidam a um cuidado mais humano, mais sensível e mais possível. Acredito profundamente que toda escuta verdadeira é um gesto de amor. E que a infância ganha futuro quando encontra adultos dispostos a ouvi-la.
Se esse também é o seu desejo, este livro é para você.
Como garantir seu exemplar na pré-venda
A pré-venda está acontecendo de forma direta e afetiva pelo WhatsApp. Para adquirir o livro, basta enviar uma mensagem para: (51) 99983-1977 ou clicar no link: https://wa.me/5551999831977
Ficarei muito feliz em te receber por lá.
Te convido a refletir mais sobre este e outros temas acompanhando os episódios do Psi Por Aí, disponíveis no YouTube e no Spotify. E, claro, siga também o Psi Por Aí nas redes sociais. Aceito sugestões de temas! Até a próxima semana.
- Juliana Ramiro é psicanalista, doutora em Letras, e uma apaixonada por música e literatura. E-mail: admin@julianaramiro.com.br










