36,2% estão com dose de reforço da vacina contra a covid-19 atrasada no Litoral

36,2% estão com dose de reforço da vacina contra a covid-19 atrasada no Litoral

Com avanços de casos e internações pela doença, governo do Estado reforçou importância da vacina e emitiu novos avisos para todas a regiões.

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Foto: Prefeitura de Arroio do Sal / Arquivo

O governo do Rio Grande do Sul emitiu avisos, pela terceira semana consecutiva, para todas as regiões do Estado, devido ao aumento de novos casos de covid-19 e de internações relacionadas à doença. Neste cenário de avanço das contaminações pelo coronavírus, a Secretaria da Saúde (SES) também reiterou a importância de que a população busque a dose de reforço e a segunda dose da vacina contra a covid-19.

Cerca de 80% da população residente no Rio Grande do Sul está com o esquema vacinal primário (duas doses) completo, mas apenas 53,9% tomou a dose de reforço, completando o esquema vacinal. A vacinação contra a influenza, outra doença que compromete o sistema respiratório, é também vista como fundamental pelo Gabinete de Crise.

Para auxiliar os municípios e as regiões a incentivar a vacinação contra a covid-19, o Grupo de Trabalho Saúde apontou os percentuais da população estão com doses atrasadas em cada região.

No Litoral Norte, 36,2% das pessoas com mais de 18 anos que já tomaram a segunda dose (D2) ainda não completaram o esquema vacinal, com a dose de reforço. Em relação às pessoas com mais de cinco anos de idade que tomaram a primeira dose (D1) e que poderiam receber a segunda dose (D2), 9% ainda não tomaram.

Cenário atual da pandemia no RS

O aumento de casos de covid-19 ocasionou elevação no número de internados em leitos clínicos, entre suspeitos e confirmados – de 341 em 9 de maio para 737 em 31 de maio, ou seja, mais que duplicando em três semanas. A variação de confirmados e suspeitos em UTI, no mesmo período, de 9 a 31 de maio, passou de 134 para 215 – aumento de 60%.

O contágio acelerado também já traz reflexos ao número de óbitos causados pela doença. No início de maio, a média móvel de óbitos por dia no RS era quatro. Na última semana deste mês, a média móvel diária subiu para oito.

“Estamos diante de um momento em que várias doenças, não só a covid-19, estão circulando, contaminando e causando superlotação de emergências e urgências, e um número alto de casos envolvendo crianças e de idosos ”, alertou a secretária da Saúde, Arita Bergmann.

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